A Sonda

(artigo escrito originalmente por Rik Kershaw-Moore)

sonda

* cavidade intracraniana de qualquer criatura inteligente.

A Sonda é um construto biológico artificial criado por uma raça alienígena desconhecida. Fisicamente, a sonda é um protoplasma amorfo e incolor de aproximadamente 1/2 metro cúbico. Incolor em sua estrutura, exceto por três fios púrpuras de 4 polegadas embutidos bem no núcleo da Sonda. Ela existe simplesmente para coletar inteligência detalhada para sua raça criadora, e então reportar as informações obtidas para seus mestres. A Sonda coleta informações da forma mais insidiosa (e nojenta) possível – arrancando as memórias e pensamentos diretamente do cérebro da vítima.

A Sonda normalmente chega ao planeta-alvo usando um veículo de reentrada em forma de gota. Estas naves de desembarque são veículos descartáveis, posto que a Sonda dispõe de outros meios de enviar o resultado de suas pesquisas de volta ao coletor, que permanece em órbita aguardando a transmissão do conteúdo de cada Sonda. Cada coletor normalmente suporta 100 ou mais Sondas e suas naves de transporte. Assim que o coletor recebe todos os “backups” das Sondas, ele transmite os relatórios de volta ao planeta natal usando um pulso de microondas massivo e direcionado. Este pulso destrói o coletor, desse modo eliminando quaisquer traços ou sinais da missão de reconhecimento.

probe

A respeito da Sonda, assim que ela chega ao planeta-alvo, tem apenas 3 horas para encontrar seu primeiro hospedeiro antes de perder toda a sua umidade estrutural e secar ao ponto de uma casca sem vida. Esta casca pode ser revivida pela submersão em água por cerca de 30 minutos, desde que isso ocorra em até 48 horas após a secagem inicial. Se esse prazo for ultrapassado, então a Sonda estará definitivamente morta e não poderá ser revivida.

Assim que a Sonda encontrar um hospedeiro, ela se anexa à face do hospedeiro e sufoca-o até que ele perca a consciência. Com o hospedeiro inconsciente, a Sonda escava uma fenda no crânio da vítima secretando um tipo de ácido. Quando consegue acessar e residir na cavidade intracraniana, a Sonda sela a fenda utilizando uma rígida membrana mucosa e inicia seu processo de coletar pensamentos e memórias do hospedeiro com tentáculos introduzidos nas profundezas do cérebro da vítima.

A operação de coleta de inteligência leva de três a seis horas para ser concluído. Neste período, o hospedeiro permanece inerte e insensível. Para um observador, a vítima parece estar em algum tipo de coma, e com um olhar mais atento é possível ver um pequeno ferimento na cabeça. A Sonda não aparecerá em exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Quando a Sonda aprender tudo que precisar de seu hospedeiro, ela o acordará do coma e usará seu corpo para iniciar a busca pelo próximo hospedeiro. Normalmente, o próximo alvo será uma pessoa com uma posição de autoridade hierarquicamente mais alta que o hospedeiro anterior. A Sonda tem apenas 24 horas para tanto, tempo em que precisará encontrar sua próxima vítima antes que o hospedeiro atual morra. Se isso acontecer, então a Sonda terá de reiniciar todo o processo do zero.

A Sonda controla seu hospedeiro atual, usando os Atributos e Perícias como se fossem seus, para encontrar sua próxima vítima. Geralmente, a tática é esperar que um hospedeiro em potencial durma para realizar a tarefa. Se a Sonda está indisposta a aguardar por esse momento, ela forçará o corpo do hospedeiro atual de modo a sobrepujar o alvo. Um hospedeiro controlado por uma Sonda nesta situação, pode ter sua ST aumentada em 50%, ao gasto de 1 ponto de Fadiga por turno. Esta é a Vantagem Hiper-Força (veja o GURPS Compendium I, pág. 58).

Uma vez que a Sonda abandone um hospedeiro, o corpo rapidamente morre por danos cerebrais massivos. Teoricamente, é possível remover uma Sonda de seu hospedeiro antes que ela instale seus tentáculos, mas há dúvidas se o hospedeiro sobreviveria à operação.

Quando a Sonda coletar toda a informação necessária (que pode variar muito, dependendo dos desígnios do GM no jogo), ela transmitirá seus resultados de volta ao Coletor. A Sonda faz isso com o realinhamento total de sua estrutura em um objeto sólido no formato de um cogumelo invertido, com três hastes púrpuras na extremidade de sua base. Então, ela usa o que resta de sua força vital para enviar uma altamente direcionada micro-onda de transmissão ao Coletor. Quando a transmissão é concluída, a Sonda entra em colapso, tornando-se uma poça de protoplasma inerte que seca rápido, não deixando nenhum traço discernível.

A visão de uma Sonda deixando um hospedeiro e invadindo outro é bem perturbadora, o suficiente para causar uma Verificação de Pânico com redutor de -7 em todas as testemunhas. Qualquer pessoa consciente que tenta resistir a um hospedeiro cuja Sonda está saindo para tentar dominá-la sofre um redutor de -9 na mesma Verificação de Pânico!

Por causa de suas naturezas protoplásmicas, as Sondas são bem difíceis de se matar com qualquer arma física. Atirar em uma Sonda irá meramente fragmentá-la em um número qualquer de pequenas bolhas que se reagruparão no formato original em um turno. Por conta de seu conteúdo aquoso, Sondas podem neutralizar com sucesso temperaturas extremas em qualquer direção. Porém, lembre-se que qualquer Sonda que esteja congelada pode ser restaurada completamente assim que for descongelada. Se alguém tentar confinar uma Sonda, o ácido secretado é forte o bastante para corroer a maioria dos materiais, incluindo vidro, plástico e até metal.

Finalmente, o que pretende a raça alienígena criadora dessas Sondas? Seriam eles sinistros extraterrestres planejando uma dominação do universo, ou só estão coletando dados científicos para algum objetivo pacífico, sem saber dos danos que estão causando?

– Ideias para aventuras –

O assassino em série

Em Washington, D.C., há uma Sonda na cidade e não irá parar até que tenha tomado controle do Presidente dos Estados Unidos. Para as autoridades, parece que é o trabalho de um assassino em série. A imprensa está alarmada e os bastidores do poder estão em polvorosa porque todas as vítimas mantinham conexões com o Governo de alguma forma e, a cada episódio, morre um político de status mais alto que o anterior. Os personagens são designados para encontrar e eliminar este assassino por quaisquer meios necessários.

Nós a queremos!

Munique, na Alemanha, e há uma Sonda em atividade. Os personagens são parte de uma unidade especial que lida com ameaças alienígenas como esta, e a Sonda é conhecida pelo esquadrão. As ordens dos personagens são simples, encontrar e capturar a Sonda viva custe o que custar. Infelizmente, os personagens não são os únicos que desejam esta Sonda. Um rival estrangeiro tem um esquadrão similar e está lá fora, procurando pela Sonda também, e a quer viva.

Morte no pântano

Os personagens são convocados a investigar o assassinato do policial Walter Denton nos Everglades da Flórida, cujo autor é seu parceiro Bradley Williams. Os fatos atestam que os dois patrulheiros viram um meteoro cair e comunicaram via rádio o departamento de Hialeah, avisando que iriam investigar. Como não houve mais relatórios, um grupo de resgate foi despachado para a cena. Então, eles encontraram o corpo decapitado de Denton no fundo de uma cratera, e Williams escondido em sua viatura totalmente ensandecido e balbuciando sobre “monstros alienígenas”. Enquanto isso, a Sonda está lá fora no pântano, e está caçando humanos. Os investigadores precisam achá-la antes que tome conta de outra vítima.

Fonte: revista Pyramid, 21 de Maio de 1999.

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