Elefon

Elefons (195/192 pontos)

Modificadores: ST aumentada 23/14 (102 [57+45] pontos); DX-1; IQ-1; HT+3.

Vantagens: Pele de Couro fino (28 pontos, DP 1, RD 1); Pontos de Vida Extras +5 (25 pontos); Resistência a Dano +2 (6 pontos); Memória Eidética nível 1 (30 pontos); Visão Periférica (15 pontos); Membro Extra (Tromba; 5 pontos, Alcance C, +2 para Segurar ou se libertar em Combate de Perto, pode efetuar um ataque de GDP-2 de contusão); Presas rombudas (apenas os machos, 3 pontos, usadas em Encontrões, dano de GDP/contusão, Alcance C, DX-2 para ataques em Combate de Perto); Olfato/Paladar Apurados +3 (6 pontos) Grito Penetrante (5 pontos).

Desvantagens: Primitivismo (NT 1, -10 pontos); Acrofobia suave (-10 pontos); Tamanho Inconveniente (-10 pontos); Suporte de Vida Aumentado (-10 pontos, precisam comer 2 vezes mais por dia do que um humano normal).

ElefonElefons são enormes, pesados e cinzentos humanoides com a cabeça similar à de um elefante, com as respectivas trombas, presas e orelhas vastas. Sua altura frequentemente ultrapassa os 2,10m, seu peso se mantém acima dos 200 kg (aumente a altura em 60% e triplique o peso antes do acréscimo racial de ST), características que tornam-lhes rivais dos Gigantes e Ogros em compleição e robustez. Eles dispõem de três dedos em cada mão, e seus pés assemelham-se às patas dos paquidermes, isto é, sem dedos. Seus corpos são revestidos com poucos pelos, e sua pele constitui-se de um couro fino, porém, rijo. Suas caudas são pequenas e frágeis, inúteis para algo mais do que espantar moscas. Suas trombas medem cerca de 60 cm, com algumas variações, e suas presas são bem mais curtas que a de seus parentes quadrúpedes. As fêmeas da raça são desprovidas de presas, embora que não sejam menos robustas que os machos. Elefons usam poucas vestimentas, geralmente para decoração ou proteção contra o frio. Preferem vestir tangas rústicas feitas de pelugem e alguns adornos tais como brincos, enfeites nas presas e outras joias; os machos costumam usar armaduras de couro quando estão de guarda ou fora da tribo.

Psicologia: Elefons são um povo pacífico, recluso e selvagem, mantendo um estilo de vida rural e quase sempre bem distante de cidades e civilizações mais avançadas. Eles valorizam muito o conceito de família e são avessos a relações com outras raças, principalmente com humanos e goblins. Hospitalidade não é o seu forte. Seu nível tecnológico é baixo (NT 1), tendo, portanto, semelhança à nossa Idade do Bronze. Agricultura é o seu principal meio de subsistência; suas armas são, em maioria, lanças e flechas com pontas de metal e as armaduras feitas de couro; seu transporte resume-se a carroções apenas usados para deslocar suprimentos.
Os Elefons conhecem e respeitam a magia: muitos de seus sábios e demais estudiosos são magos poderosos, mantendo o uso das artes mágicas para o benefício da tribo, como a cura, a proteção e a manutenção das colheitas. Há também um número considerável de profetas e sacerdotes na raça, e a arte é uma tradição normalmente cultivada, apesar de que seus artistas mais notáveis estejam entre os trovadores, poetas, escultores e pintores. Sua música restringe-se quase à percussão, existindo poucos instrumentos de sopro.
Os guerreiros da raça são treinados a princípio para protegerem as fêmeas e filhotes, sendo os Elefons (machos e fêmeas) ensinados a lutar desde a infância com técnicas de combate desarmado similar à luta romana, com o auxílio da tromba para imobilizar o oponente. A manobra mais comum durante um combate é o Encontrão, pois as presas dos Elefons causam um dano incomparável com essa tática, superando até os Minotauros. Guerreiros Elefons preferem usar lanças, porretes e arcos, sendo raro o uso de escudos. Como as fêmeas são desprovidas de presas, as guerreiras da raça costumam utilizar arcos e dardos antes de entrarem em Combate de Perto, o qual deixam para um último caso. Entretanto, esse fato não anula as potencialidades combativas das fêmeas Elefons…
Sua linguagem é própria e bem desenvolvida, e, muitas vezes, os sábios conhecem um ou mais idiomas de outras raças, embora que o élfico seja a língua mais difundida entre seus estudiosos. Os Elefons mantém a linguagem escrita, bastante iconográfica, registrada em tabletes de madeira com tintas extraídas de vegetais. Nomes Elefons são únicos e retumbantes, sem sobrenomes; os mais comuns são: Totruum, Mutul, Adramush, Altrola, Ulaiir, Totula, Elromu, Atula, Koldrum, Kalur, Rurak, Ramu, etc.
Sua religião é totêmica, baseada numa entidade antiga chamada Tumila, um Elefon de pele alva e presas de prata considerado o pai da raça. Reza a crença que o pai Tumila criou os dois primeiros Elefons colhendo, com sua tromba, um pouco da água de um lago e espirrando-a no solo, sob a luz da lua. Os primogênitos nascidos do solo umedecido, então, geraram as manadas pelo mundo. Por isso, as festas e orações da raça louvam a água, a Lua e a terra fértil e virgem, e a cada nova instalação de uma tribo em uma região recém-descoberta há um cuidado especial para posicionar o totem de Tumila, esculpido geralmente em pedra e ornado com algumas jóias, no centro da comunidade. Os Elefons respeitam apenas a religião dos Elfos porque é tão antiga quanto a deles, não reconhecendo como legítima nenhuma outra.

Ecologia: Elefons podem ser encontrados em planícies, planaltos, savanas, florestas e áreas litorâneas, em climas temperados, amenos e tropicais. Eles detestam o frio, climas desérticos e altitudes superiores a 100 metros acima do nível do mar. Por essa razão, a Acrofobia é natural na espécie – Elefons são seres essencialmente terrestres, mantendo suas vidas a todo custo bem próximas do solo.
Elefons são herbívoros, e, como todas as raças que apenas se alimentam de vegetais, seus ancestrais, que viviam reunidos em manadas nômades, dispensavam a necessidade da fabricação de ferramentas e armas. Seus alimentos eram colhidos facilmente da flora, e o ato de caçar nunca se aplicou aos Elefons. Isso causou, de certo modo, um atraso no desenvolvimento técnico da raça, posto que também não havia predadores em seus primórdios. A raça só começou a aproveitar os recursos do ambiente além dos alimentos quando ocorreram os primeiros contatos com outras raças. Ogros, Gigantes, Minotauros e os beligerantes Orcs já usavam armas e ferramentas quando tomaram conhecimento da existência dos elefantes-bípedes. Conflitos derivados desses encontros obrigaram os Elefons a planejarem melhor suas defesas, e então o modo de vida nômade fora abandonado.
Casamentos Elefons levam o mesmo sério tratamento religioso ministrado por muitas religiões humanas. A cerimônia é realizada pelo Radu (um clérigo médio em status) da comunidade. Um casal da raça jamais se divorcia – devido ao respeito, em grande parcela, dado ao deus Tumila, cujo amor gerou não um Elefon, mas um casal. A raça crê no princípio da reciprocidade entre os dois gêneros, pois é só a partir da união absoluta e cultivada seriamente pelo matrimônio Elefon que se torna abençoada a família, louvando Tumila. Os sacerdotes gostam de reforçar essa consagração dizendo que, se fosse do desejo de Tumila criar apenas um Elefon, não haveria necessidade de se cultivar família e, por conseguinte, não haveria amor. Logo, como fora criado um casal da raça, do mesmo solo, da mesma água, e à luz da mesma Lua, é porque Tumila deseja o amor recíproco e duradouro da família, e assim ser louvado. São raros os indivíduos da espécie que realmente escolhem uma existência solitária; até os sacerdotes constituem família.

Cultura: Assim que evoluíram ao NT 1, que começou com o abandono dos hábitos nômades, a raça despertou o costume de instalar-se nas localidades mais propícias ao sustento e à defesa. Daí resultou o desenvolvimento da cultura militar Elefon e a descoberta da agricultura, com a pesquisa dos materiais orgânicos e minerais para a fabricação de armas, ferramentas e estruturação da moradia.
Suas casas vão desde barracas construídas entre árvores, feitas de bambu, madeira e cobertas com peles de animais a casas espaçosas de alvenaria com tetos ao alcance das mãos, feitos de palha, folhas ou tábuas. Suas construções nunca os ultrapassam muito em altura, pois os Elefons detestam elevarem-se a mais de 4 metros do chão. Portanto, as comunidades Elefons jamais são encontradas no alto de morros ou colinas muito altas.
Uma comunidade Elefon constitui-se de 30 a 400 membros, e é chamada de Manada. Esse nome não é apenas usado para se referir aos Elefons em geral, como também usa-se para a instalação de uma comunidade, que é um conglomerado de construções civis, geralmente cercado por muralhas de madeira. A organização da Manada é liderada, muitas vezes, pelo sacerdote mais elevado e pelo guerreiro mais experiente, sem restrições quanto ao sexo de ambos. Os dirigentes são responsáveis pela segurança e rituais da Manada, muitas vezes, atuando também como juízes em pleitos, jogos e punições. Ambos devem tomar decisões imediatas, úteis e satisfatórias quanto a intrusos, ladrões e a possíveis guerras. Também é esperado que os dirigentes mantenham boas relações com outras raças, apesar de tudo, e que incentivem o comércio com outras civilizações. Se houver algo que invalide a permanência de um dos dirigentes, o mesmo é logo substituído em provas de habilidade ou sabedoria, disputados pelos arredores da Manada.
A hierarquia de Status, na sociedade Elefon, é a seguinte:

Status Posição

4

Dirigente de Manada

3

Chefe-Marfim (líder guerreiro), Kaldu (supremo sacerdote)

2

Capitão, Radu (segundo sacerdote)

1

Guerreiro-Líder, Mercador, Armeiro, Modu (sacerdote iniciante)

0

Cidadão

-1

Aventureiro (considerado vadio)

-2

Criminoso

Esquecimento é uma abstração que não existe na cultura Elefon. O ato de esquecer-se de algo nunca é desempenhado por um membro da raça, posto que a memória eidética é uma característica inerente, sendo muito rara sua ausência em algum indivíduo. Como consequência disto, o verbo lembrar também não é conhecido em sua linguagem. Quando um Elefon retoma uma informação ou evento passados, usa-se a palavra recontar. Isto se deve ao fato de que toda a educação transmitida aos inexperientes é lecionada oralmente; recorre-se à escrita apenas para se ensinar propriamente a ler e a escrever. Então, quando um Elefon está se lembrando de alguma coisa, diz-se que ele está “recontando algo para si mesmo”. Como efeito colateral, na cultura (e na psicologia) Elefon, só é possível esquecer-se, isto é, só não se reconta algo para si quando isso é feito deliberadamente. A moral da raça condena tal ato, e, na melhor das hipóteses, julga-o como uma brincadeira de mau gosto. Muitos dos grandes escândalos e conflitos ocorridos com outras raças originaram-se da incompreensão dos Elefons quanto ao esquecimento natural dos seres racionais. Os Elefons não creem, e nem entendem que apenas eles são incapazes de se esquecerem.

Os gritos dos Elefons, similares aos seus parentes elefantes, são bem usados em situações de guerra, perigo e alarme, e mesmo os guerreiros mais bravos não dispensam o valor intimidante deste recurso. Em ocasiões festivas e religiosas o grito também é usado, logo, há uma linguagem rústica que permite a um Elefon distinguir qual é o teor de um longínquo chamado de um semelhante – seja ele pelo nascimento dos filhos, louvor à Tumila ou combate.

Política: Por viverem em regiões selvagens ou quase inóspitas, os Elefons não mantém contato com muitas outras raças. Os Centauros e Elfos são os que mais e melhor se relacionam com os Elefons, diplomática e comercialmente. Caprinídeos, Faunos e Leprechauns também já trataram de negócios com eles, em menor escala. E há algumas comunidades da raça a estabelecerem rotas de comércio com cavernas de Anões e Gnomos, apesar dos Elefons nunca entrarem nessas moradias montanhosas.
Há alguns Gigantes que ainda atrevem-se a ameaçar Elefons, e os Minotauros, Ogros e Orcs nunca se esqueceram dos velhos ataques frustrados às Manadas, cultivando a inimizade com certa distância.

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